Projeto independente, sem função oficial. Números coletados automaticamente das bases públicas em 04/11/2026 e publicados como as fontes os divulgam. Saiba como.

Transparência

Sobre os dados

O Radar das Estatais é um projeto independente. Não tem vínculo com o governo federal nem com as empresas acompanhadas e não tem função oficial. Os números são coletados automaticamente das bases públicas oficiais e publicados como as fontes os divulgam, sem conferência manual. Se uma fonte publicar um número errado, ele aparecerá errado aqui também. Para qualquer uso oficial, consulte o documento original, indicado em cada ficha.

Quais empresas

As 44 empresas que a União controla diretamente, segundo a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST/MGI): empresas públicas e sociedades de economia mista, dependentes ou não do Tesouro Nacional. A classificação por segmento, dependência e natureza jurídica é a da própria SEST.

De onde vêm os números

DadoFontePeríodo
Contas (lucro, receita, ativo, patrimônio, caixa, subvenção, aporte, dividendos, despesas)SEST/MGI, dados abertos “Dados Financeiros”: demonstrações lançadas pelas empresas no sistema Siest2016 a 2025
Lucro das empresas com ações na bolsa (comparação)CVM, demonstrações financeiras padronizadas (DFP)2016 a 2025
Investimento orçado e realizadoSEST/MGI, Orçamento de Investimentos2016 a 2025
EmpregadosSEST/MGI, boletim trimestral2024 e 2025
Dirigentes e conselheirosSEST/MGI, cadastro de dirigentes e conselheirosAtual e histórico
Explicações das empresasDocumentos entregues à CVM (releases e relatórios da administração)Petrobras, 2021 a 2025
Brent, câmbio e IPCABanco Mundial e Banco Central2016 a 2025
Resultado primário das estatais federaisBanco Central, SGS (necessidades de financiamento do setor público)2016 a 2025
Totais oficiais (para conciliação)MGI/SEST, Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 20262025
Comparação independente e explicações dos CorreiosSenado Federal, Relatório de Acompanhamento Fiscal nº 114 (julho de 2026)2016 a 2025
Dividendos recebidos pela UniãoTesouro Nacional, Siconfi, contas anuais da União2025
Entregas físicas (hospitais, atendimentos, produção)MGI/SEST, Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 20262025
Comparação entre bancosBanco Central, IF.data, conglomerado prudencialÚltimo semestre

A coleta roda toda semana. Última coleta: 04/11/2026.

Lucro

O indicador principal é o lucro ou prejuízo líquido contábil do exercício, atribuível aos acionistas da controladora: é o número que as empresas divulgam e o que interessa à União, que é acionista da controladora. Em empresas com controladas (Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES), a ficha mostra também o lucro do grupo com a parte dos sócios minoritários. O lucro “ajustado” ou “sem eventos exclusivos” aparece só quando a própria empresa o divulga, sempre identificado como classificação dela.

Para empresas dependentes do Tesouro, o lucro não é o número central: a ficha destaca quanto a empresa recebe e quanto gasta.

Indicadores calculados

Margens não são calculadas para bancos, cuja receita tem outra natureza, nem para empresas dependentes, cuja receita própria é pequena diante do que recebem. Nesses casos aparece “n/a”.

Como cada número é conferido

Como a publicação é automática, cada coleta roda uma auditoria e publica o resultado na página Qualidade dos dados:

Três perguntas diferentes

O panorama separa três perspectivas, porque cada uma responde a uma pergunta e nenhuma substitui as outras:

Uma empresa lucrativa pode ter déficit primário no mesmo ano: a compra de um equipamento sai do caixa de uma vez, mas entra no resultado contábil aos poucos, pela depreciação. O argumento vale nos dois sentidos: déficit primário não prova má gestão, e dizer que ele vem de investimento não prova que o investimento é bom. Por isso o Radar não diz “as estatais deram prejuízo” a partir do primário, nem “as estatais estão mal administradas” a partir de qualquer um dos três números sozinho. Afirmações fiscais, contábeis e de gestão são tratadas como coisas distintas.

O universo também muda: o recorte do Banco Central exclui os grupos Petrobras e Eletrobras e os bancos públicos, e por isso o primário não é comparável à soma dos lucros de todas as estatais do Radar. O cartão fiscal mostra sempre o número do Banco Central inteiro e não responde aos filtros da página.

Diagnóstico econômico-financeiro

Cada ficha começa com três perguntas: a empresa é economicamente sustentável? A operação gera ou consome caixa? Os investimentos e os serviços entregues justificam os recursos? As respostas saem de regras fixas, iguais para todas as empresas: patrimônio líquido negativo ou dois anos seguidos de prejuízo dão “desfavorável” na primeira; caixa das operações negativo dá “desfavorável” na segunda (nas dependentes, conta-se a subvenção junto); execução abaixo de 50% do orçamento inicial de investimento dá “atenção” na terceira. Em bancos, o caixa das operações não mede geração de caixa e fica sem resposta. A terceira pergunta só terá resposta completa quando o Radar tiver indicadores de serviços entregues, e diz isso. Ao lado, a formação do resultado mostra a demonstração do resultado resumida, da receita ao resultado líquido. O diagnóstico descreve indicadores e não atribui responsabilidade a gestores.

A dívida (empréstimos, financiamentos e debêntures) e a liquidez corrente vêm do balanço publicado na SEST. A dívida com garantia da União não é separada pela SEST; o Radar registra as operações divulgadas publicamente, com a fonte, e as mostra fora dos recursos do Tesouro, porque são exposição contingente, não transferência. Quando a SEST e a CVM ainda não trazem o último trimestre que a empresa já divulgou, o Radar registra o resultado divulgado, identificado como “divulgação da própria empresa”.

De onde vem cada número, e em que versão

Além dos indicadores, o Radar guarda as demonstrações completas publicadas na SEST, rubrica a rubrica, e, para as empresas em análise aprofundada, as demonstrações e notas explicativas da própria empresa. Cada valor extraído de um documento da empresa traz o documento, a página, a nota, o nome original da rubrica, a conta a que pertence, se é fluxo ou saldo e se é o valor original, comparativo ou reapresentado. A extração é feita por especificação (um arquivo diz qual linha de qual página ler) e o PDF original fica arquivado com o seu código de verificação, para que a análise possa ser refeita.

Antes de publicar, o Radar confere as somas: receita mais custo igual a lucro bruto, os grupos operacionais até o resultado antes do financeiro, o resultado financeiro e os tributos até o resultado líquido, ativo igual a passivo mais patrimônio, o fluxo de caixa até a variação do caixa e as parcelas de cada nota até o total. A tolerância é de R$ 1 milhão ou 0,1% do maior termo. Se uma soma não fecha, o diagnóstico e a ponte daquele ano ficam suspensos.

Quando a empresa reapresenta números já publicados, nada é substituído em silêncio: o Radar guarda o valor como publicado e cada reapresentação, com o documento, a nota e o motivo. A ficha usa a versão mais recente, marcada, e permite ver a publicada. A ponte entre dois anos usa sempre a mesma versão das contas.

As afirmações da ficha são classificadas: dado do demonstrativo, explicação da administração, análise externa identificada (com o autor, como a Instituição Fiscal Independente do Senado), cálculo do Radar e hipótese pendente, que aguarda documento ou esclarecimento. A ponte do resultado é aritmética: mostra onde a variação aparece nas contas, não prova a causa econômica nem atribui responsabilidade.

Lucro contábil e resultado primário

São medidas diferentes e aparecem em séries separadas. O lucro contábil segue o regime de competência e inclui depreciação, provisões e resultado financeiro. O resultado primário, calculado pelo Banco Central, é fiscal: receitas menos despesas não financeiras, pelo caixa. O Banco Central cobre só as estatais federais não dependentes, sem os bancos e sem os grupos Petrobras e Eletrobras; as dependentes entram no resultado do governo central.

Inflação

Os valores são publicados em reais de cada ano, como as fontes divulgam. Nas fichas e na lista há a opção “em reais de 2025”, que corrige cada ano pelo IPCA acumulado até dezembro de 2025. Percentuais e indicadores calculados não mudam com a correção.

Entregas e empresas dependentes

Quando há fonte oficial, a ficha mostra o que a empresa entrega (atendimentos, produção, carga movimentada) ao lado dos números financeiros. O gasto por unidade é uma média simples (gastos operacionais ÷ quantidade entregue) e não é o custo de um serviço específico. Em empresas dependentes, o caixa das operações costuma ser negativo porque a subvenção do Tesouro fica fora dele; a ficha mostra também a soma das duas, como faz o Senado Federal.

Limites

Correções

Encontrou um número diferente do documento original? Avise: corrigimos a coleta e registramos a mudança.

Privacidade

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